sábado, 7 de abril de 2012

03 TRILHOS DO ALMOUROL

"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê." Platão
A táctica para atacar estes trilhos era a seguinte: Nunca forçar o andamento e nas subidas com mais inclinação "pôr a passo". Havia também a intenção de ir sempre acompanhado para não me perder.
Apesar de a prova estar marcada de forma irrepreensível, sei que me perco facilmente por causa do deslumbre. Se consigo perder-me a correr por trilhos que conheço bem e que passo por eles em vários treinos (isto não é para todos) com mais facilidade me perco em trilhos desconhecidos. A verdade é que me distraio com a paisagem, com um amontoado de pedras onde visualiso obras de arte majestosas, com um coelho que passa ao fundo (e com coelhos tenho uma história muito engraçada e curiosa para contar), com o barulho de um ribeiro a correr e um esquilo que pára para me ver passar (aplaudir-me, imagino eu), enfim, a minha atenção dispersa-se e deixo de estar concentrado no caminho para onde vou.
E foi sempre isto que procurei fazer: seguir os companheiros e acima de tudo, nunca forçar o andamento. Os primeiros 40 minutos foram muito lentos, trilhos que não davam para ultrapassagens, muitos atletas no trilho e era inevitável andar mesmo em sítios que normalmente não seria necessário, mas com maior ou menor lentidão lá chegamos à barragem de Castelo de Bode para o primeiro abastecimento e a grande surpresa: a minha equipa de apoio estava lá à minha espera e no segundo abastecimento e no Castelo de Almourol e no abastecimento de Tancos. Este apoio é melhor que todas as barras energéticas que poderia ingerir.
Foto de Lina Branco Batista
A corrida lá se fez, passamos a ponte militar sobre o Nabão, dei um trailho, fui ao Castelo, corri, andei, senti-me livre, feliz e cheguei ao fim com pena da corrida ter acabado, mas com enorme alegria.
Pouco depois do último abastecimento forcei o andamento, estava com energia suficiente e "vamos testar a minha forma". O muro, nesta maratona trail nunca apareceu, o que me faz pensar que os treinos têm sido bons.
Ainda tive tempo de andar uns metros perdidos (estava sozinho...) e depois entrar no pavilhão e ficar desconfiado: "Já nos balneários? Será que eu passei a meta e nem sequer notei?" Mas não, a meta estava mesmo dentro do pavilhão. Passo o pórtico, 5h07m oferecem-me uma lembrança de finisher e procuro as minhas Tágides para oferecer as flores que tive tempo de apanhar nos últimos quilómetros. Fantástico.
Agora vou começar a correr para os 100Km da Serra de S. Mamede. Sei o que vou ter de fazer, haja pernas para isso.
Até lá, bons trilhos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

02 TRILHOS DO ALMOUROL

No domingo passado estive presente na partida dos Trilhos do Almourol. Era a corrida que eu tencionava fazer desde a primeira edição e que, por vários motivos, ficou sempre adiada e nunca pude estar presente. Foi nesta 3ª edição que tive o prazer de ouvir o "tiro" de partida.
Foto de João Catalão
Parti com a confiança de estar preparado para chegar ao fim, mas sabe-se que nunca é certo. Procurei sempre apreciar a corrida e consegui plenamente: Adorei. Parti da Aldeia do Mato para dar o meu melhor nesta que foi a minha primeira prova em trilhos, apesar de ter corrido, desde sempre, por trilhos montanhosos e "caminhos de cabras", que eu me recorde, nunca fiz uma prova deste género. Fui um estreante, não tenho falta de experiência em correr neste tipo de terreno, mas tenho, nitidamente, falta de experiência em participar nestas corridas organizadas, de qualquer maneira tenho uma boa recordação para contar.
O objectivo deste corrida ia ser, claro, chegar ao fim em boas condições para começar logo a pensar na próxima (que já está pensada: UT da Serra de S. Mamede). Mas por agora estou ainda a saborear o Almourol, volto para contar como foi a corrida, para já quero dar os parabéns à organização e deixar aqui o meu bem-haja por me terem proporcionado 5 horas fantásticas.
Boas corridas.

domingo, 18 de março de 2012

01 TRILHOS DO ALMOUROL

Depois destes meses todos sem escrever aqui nada... 
No próximo dia 1 espero estar na partida para os Trilhos do Almourol, prova que quero fazer desde a primeira edição e que, por vários motivos, nunca pude estar presente. Será este ano, se Deus quiser.
um logotipo muito interessante
A condição física que eu me vou apresentar para os anunciados 42Km é a possível. Tenho ando a correr bem, no entanto os "longões" é coisa que não tenho conseguido "meter" nas pernas: desde a Maratona do Porto que não há treinos longos dignos desse nome. De qualquer maneira acho que a minha condição física é mais que suficiente para acabar a prova a rondar as 5h, e será um bom teste pra ver se me meto numa de 100 já em maio...
Até lá espero actualizar o blog com mais frequência -os meus fãs assim o exigem-.
Boas corridas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MARATONA DO PORTO

"But it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward. How much you can take, and keep moving forward. That's how winning is done." Rocky Balboa
O quilómetro 30 bateu-me com força. O quilómetro 35 bateu-me com mais força ainda. Nada que não estivesse à espera, não tinha feito os treinos longos necessários. Agora vamos lá saber: quanto aguentas apanhar e seguir em frente?
Já ao quilómetro 20 eu tinha percebido que, se calhar, já não estou muito bem: sem qualquer motivo aparente, parei o meu cronómetro. Dei conta na passagem da meia-maratona que o relógio estava parado e lembrei-me que, antes de procurar um cubo de marmelada, efectivamente, tinha carregado no botão stop. Porque é que eu fiz isso? -Não faço a mínima ideia.
E por pensar no cubo de marmelada: tenho de arranjar um novo cinto de hidratação para a maratona, o que tenho já está fora de validade e além disso não é muito prático.
A partir do quilómetro 38 não foi fácil, a dor e o sofrimento chegaram para se instalarem e só ficaram para trás quando cortei a linha da meta. As sensações vividas foram semelhantes às da primeira maratona, a alegria e felicidade de ter completado esta maratona, apesar de ser sempre especial completar uma maratona, esta teve outra magia, não sei se pela camisola (oferta de aniversário: "tamanho M, de mágica"), ou se pelo dorsal 459, a verdade é que me senti especial. Consegui chegar ao fim, e no fundo é isso que interessa. Não consegui baixar das 3h20m nem melhorar a marca do ano passado, porém gostei da minha prestação e de mais uma vez ter participado na Maratona do Porto.
Depois foi o abraço à Ana C., que esperou por mim mais que o combinado, a ida a uma praia de Matosinhos para um mergulho recuperador (ainda "esfolei" o pé numa rocha) e a viagem de volta à terrinha. Este ano não houve tempo para a francesinha...
Um agradecimento especial à organização da maratona, com o reconhecimento que fazem um trabalho fantástico e melhoram todos os anos. Parabéns a todos.
459*3h26m56s

sábado, 17 de setembro de 2011

pentecostes

«A nossa vida é uma incerteza. Um cego que revolteia no vazio em busca de um mundo melhor cuja existência é apenas uma suposição.»
Virgínia Wolf

Faltam 50 dias para a Maratona do Porto. A incerteza de estar presente continua, apesar de já ter feito a inscrição.
Os treinos não vão bem na medida do planeado e são mais corridas para libertar a alma e o espírito que treinos para preparar o corpo. »Depois de algum tempo de corrida o sangue não chega ao cérebro tão bem, a mente deixa de pensar em coisas colaterais para se dedicar às funções vitais: é preciso que o coração continue a bater e os pulmões a processar oxigénio, neste patamar a alma vai ficando mais leve e os pensamentos tornam-se "profundos".
Bons treinos e boas corridas.
Be strong, aguenta-te sempre!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MARATONA DO PORTO - SEMANA ZERO

Todos os anos por esta altura, desde 2007, a cena repete-se: começo a treinar para a maratona do Porto; e todos os anos o principal objectivo é este: estar presente na partida da maratona. Acho que este é sempre o objectivo mais difícil: porque as corridas da vida podem "obrigar" a não passar pelo Porto; também há as lesões (que é o que mais me assusta).
Depois de correr os últimos 195 metros da primeira maratona, o objectivo "chegar ao Fim" fica para 2º plano, porém é sempre um grande objectivo e o mais nobre. Este ano, como objectivo mais saliente, tenho este: chegar à meta antes do cronómetro mostrar 3h20m. Até lá vou seguir uma espécie de plano de treino, feito por mim, baseado em: corrida continua; jogos de corrida (fartlek, séries, escadas, rampas); corrida longa com vários ritmos; numa base de 4/5 treinos semanais.
Por agora o resumo da semana zero, já com menos um treino do que o previsto devido a uma pequena lesão: cravei uma tacha enferrujada na planta do pé (é o que dá andar na rua à Tom Sawyer).

SEMANA ZERO (8 a 14AGO)
2ª - 56'20'' CC
3ª - 1h03'58'' CC
4ª - 1h03'58'' Rps
5ª - Descanso
6ª - 1h33'07'' CC
S. - Descanso forçado
D. - Descanso

Há um pequeno pormenor que pode afectar toda a minha preparação: desde 7 de Novembro de 2010 que não faço uma corrida acima das 2h e no sábado este "teste" foi adiado por mais uma semana.
Boas corridas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

ainda não

Não vou à maratona que me tinha proposto, principal motivo: falta de preparação. Adio para mais tarde. 
No passado dia 30 de Abril participei nos 20Km de Lausanne e o tempo ficou pelas 1h42m, tinha apontado para as 1h40, mas as subidas deram cabo de mim. Contudo foi uma boa corrida, voltei a sentir toda emoção do ambiente que rodeia as provas, na companhia dos meus dois irmãos e 20Km de pessoas a puxarem por nós. Espectáculo.
Espero continuar a participar em provas mais curtas e lá para Novembro voltar à maratona.
Boas corridas.