segunda-feira, 16 de junho de 2014

Que se passa com os blogues?

"Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor."
-Marcus Cícero
Dei uma vista de olhos pelos principais blogs que eu costumava ler... estão na maioria tão desactualizados quanto o meu. O fenómeno  dos blogs, pelos vistos, está a perder a força que tinha, não sei os demais motivos, mas quanto a mim a falta de tempo é a razão principal. Porém tenho sempre a intenção de voltar ao blog com mais força que nunca.

As provas e os treino também têm sido afectados pela falta de tempo, mas com imaginação hei-de conseguir inventar tempo para, primeiramente correr, e depois vir aqui vangloriar-me: hoje corri! ou algo parecido.

Queria ainda falar do UTSM, que, já agora, consegui chegar ao final e consumar os meus objectivos mais secretos para esta prova. Espero fazer brevemente um breve relato dessa corrida feliz.

Até lá, boas corridas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O PREÇO DA CORRIDA

Andam tão mal os treinos para Portalegre, mas mesmo assim ainda fui dar uma olhadela para as 100 milhas na Serra de Estrela. Desisti logo da ideia: 95 euros de inscrição... F*d*-s*! A corrida por trilhos e em montanha está a tornar-se num desporto de ricos. 

Depois vejo estas contas do cidadão de corrida, e penso sobre a motivação de todos os que "andam" na corrida. Não serão estes treinos mágicos a verdadeira essência da corrida? Que mais precisamos? Para mim é esta a verdadeira alma da corrida. É simplesmente brutal.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ultra-Trail Aldeias do Xisto

"De repente, fugir tornou-se uma dignidade. Já ninguém aguenta uma derrota. A persistência; a determinação e, sobretudo, a bendita paciência são hoje qualidades desprezíveis. Aguentar e esperar pela próxima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrogâncias; estupidezes."
Miguel Esteves Cardoso

Desta vez consegui terminar o UTAX. O ano passado tinha ficado aquele gosto amargado de ter abandonado aos 60 e poucos quilómetros com as pernas a dizerem-me que tinha a possibilidade de fazerem outros 60, mas o corpo fresco demais para as acompanhar: gelado com a chuva, o frio e o vento que se fez sentir naquele dia. A presença este ano na partida deveu-se a isso, a Serra da Lousã tinha-me vencido e eu queria a desforra. As coisas nem sempre são como nós queremos e para esta desforra não me apresentei na melhor forma, por isso ia nervoso e pouco confiante. Confiança que surgiu quando disseram que o percurso tinha sido reduzido uma dúzia de quilómetros, devido ao mau tempo, e porque me parecia que apesar da chuva que caía a cântaros, o frio não se iria fazer sentir. O que eu queria mesmo era que não se conjugasse frio com chuva.
A prova correu num ambiente lindíssimo, com trilhos espectaculares e por aldeias paradas no tempo. Trilhos que recordava do ano passado. Fui-me sentido sempre bem, sempre cauteloso porque sabia da minha preparação, sempre a ouvir os sinais do corpo. Desde cedo percebi que estes trilhos estavam marcado assim para o deficiente, passada meia hora e já estavam quase todos perdidos... Não me recordo de no ano passado ter tido problemas com a marcação, pelo menos não como este ano. A marcação estava muito mal feita, e se algumas fitas não se viam devido ao mau tempo que se fez sentir de véspera, não é justificação para tudo. Se o observatório da corrida ainda fizesse inquéritos, daria uma rotunda negativa a este item.
Negativo foram também os abastecimentos, nem quero comentar.
E no fim da corrida: banhos frios?
Houve realmente muitas falhas a assinalar que não são desculpáveis tendo em atenção o preço que pagamos de inscrição e comparando-o com outras provas. Parece-me que o que mais falta à organização é terem alguns corredores a pensar estas coisas.
Só mais um apontamento no que toca à entrega dos dorsais: é ridículo. Mostrar a mochila o dia antes? Eu até podia mostrar uma que não fosse usar na corrida. E se calhar houve quem tenha feito isso. No dia da corrida, durante a corrida, nenhum controlo.
Cortar a meta foi por demais espectacular.  Bem-haja Anchulá, Margarida e Filipe.
Fico agora à espera do prémio finisher...

domingo, 13 de outubro de 2013

VAMOS LÁ?

"Apenas desejo a tranquilidade e o descanso, que são os bens que os mais poderosos reis da terra não podem conceder a quem os não pode tomar pelas suas próprias mãos." René Descartes

Afinal o que é isto do Aguenta-te Sempre?
Pretendia ser um blogue pessoal acerca das corridas e uma motivação extra para os desafios a que me propunha. Aos poucos fui deixando a escrita do blogue por razões diversas, sendo a principal o facto do motivo principal ter deixado de existir. Contudo sinto a falta deste incentivo, deste segundo motivo que se foi criando e ocupando o espaço. Pretendia voltar a uma escrita mais regular deste blogue, mas o tempo é pouco para todas as actividades que me proponho. Para escrever um post neste blogue, tenho que ler no mínimo uns cinquenta noutros blogues de corrida; além disso o que posso eu escrever aqui?
Aparentemente nada há que eu possa dizer: deixei de usar relógio e GPS, por isso não posso (como já fiz) deixar aqui os dados dos meus treinos; além disso corro sempre como me apetece e sem planos de treino, por vezes mais rápido outras mais lento, umas vezes a subir e depois a descer, não raras vezes vou a passo e chego mesmo a parar só para observar, para ver, para falar. Portanto não posso ser nenhum modelo de treinos a ser seguido.
Não costumo ir a muitas provas, e às que vou não é à procura de um tempo, de um recorde, contento-me com o chegar ao fim. As provas nunca me correm mal: é sempre uma alegria; algumas correm melhores do que outras e isso tem mais a ver com a companhia, com os companheiros que encontro, com as conversas, com o convívio que acontece, do que com o tempo final.
Sempre pratiquei a corrida em particular e o desporto em geral, não foi um motivo para deixar o sofá, para deixar de fumar ou para emagrecer. Não sou inspirador a esse ponto. Por isto tudo parece-me que o que eu possa dizer não deve interessar a muita gente e talvez a quem poderá interessar tenho a possibilidade de o contar verbalmente.
Acontece que estou a pensar, para o ano, dar um passo mais largo nas minhas corridas. E daí voltar a pensar no blogue para uma ajuda à auto-motivação. Nunca o conseguirei fazer sozinho, preciso de motivação exterior quando a interior me começar a faltar. Fazer 160 Km na montanha é o desafio. Atendendo à falta de tempo que sempre haverá, a todas as coisas que é preciso não deixar para trás e são prioritárias. Reflectir isto tudo e depois tomar uma decisão. Qualquer que seja a decisão, vens comigo Anchulá?

sábado, 15 de junho de 2013

UTSM 2013

Os 100Km de Portalegre fizeram-se. Fui muito bem tratado, com especial destaque àquela massagem no final.
Da organização nada tenho a dizer. Superaram todas as expectativas de todos os concorrentes e acompanhantes. Pelo menos foi essa a sensação que tive.
Da minha prestação também gostei. Diverti-me, sofri, superei-me e adorei cada quilómetro. O apoio teve grande influência: durante toda a corrida recebi umas sms com incentivos e em Marvão e Castelo de Vide aqueles abraços de energia infinita. Bem-haja**.
A intenção é para o ano estar novamente presente.

Mas alguma desilusão em relação a alguns "companheiros" de corrida: Até ao Castelo de Marvão um "bolso" cheio de lixo que fui apanhando, invólucros de géis e barras energéticas... Deixei por lá no caixote do lixo, que é o lugar daquilo e não no meio da serra, da natureza. Do Marvão até à Penha de Castelo de Vide mais um bolso cheio...
A minha tristeza de ver estas coisas não tem limite. Não percebo porque é que acontece isto, não faz sentido para mim: gajos (e gajas) que gostam de andar a correr no meio da natureza deviam ter RESPEITO pela natureza e "não deixar mais do que uma pegada". 
Não é a primeira vez que vejo estas coisas acontecerem, mas tirando o facto de recolher o que podia e ia encontrando, nunca fiz nada mais em relação a isso. Tenho que fazer alguma coisa. Agora a pergunta para a qual procuro resposta: o que é que eu  posso fazer?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que é que sentes? Borboletas!


"O prazer e a dor e os que os produz, o saber, o bem e o mal, são os eixos em que assentam todas as nossas paixões."
John Locke
Estas semanas foram já de desaceleração rumo a Portalegre. Já está tudo a postos, ou quase tudo, resta-me fazer as malas e partir logo após as 19h. Vai ser uma "directa" a correr, coisa que já não faço à uns anitos...
Semana 15 (06 a 12Mai)
2ª Feira: 10.00 km 1h:00m:00s
3ª Feira: 11.59 km 1h:00m:40s
4ª Feira: Descanso
5ª Feira: 11.13 km 1h:00m:12s
6ª Feira: 14.02 km 1h:09m:57s
Sábado: 26.49 km 3h:03m:15s
Domingo: Descanso
Total Semanal:
Treinos: 5
Tempo: 7h14m04s
Distância: 73,23 Km
Peso: 70,7 Kg
Parto com a convicção que, se nenhum azar me acontecer, estou capacitado para chegar ao fim.
Sendo o primeiro objectivo e o mais importante chegar ao fim são e salvo. Depois chegar antes das 16h.
Vamos lá.
Para acompanhar em directo aqui.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Daqui a 12 dias

"Aquele que luta tem o que esperar. Onde há luta, há coroa."
Santo Ambrósio
Semana 14 (29Abr a 05Mai)
2ª Feira: 17.69 km @ 1h:32m:22s
3ª Feira: 15.42 km @ 1h:16m:23s
4ª Feira: 15.18 km @ 1h:51m:18s (9 km em 34'55'' | Corrida 1º de Maio - Covilhã)
5ª Feira: 10.56 km @ 1h:09m:42s
6ª Feira: 19.67 km @ 1h:43m:42s
Sábado: 27.93 km @ 4h:26m:33s
Domingo: Descanso
Total Semanal:
Treinos: 6
Tempo: 12h00m00s
Distância: 106 Km
Peso: 70,7 Kg
Os treinos têm sido animadores, parece-me que estou na melhor forma para Portalegre e só com alguma pouca sorte não faço os 100 km. O treino está feito, agora são duas semanas já a sentir as borboletas e a preparar a logística para o grande dia. Penso que estou com mais forças que o ano passado, melhorei a técnica das descidas e fiz uns treinos mais longos.

No que respeita ao equipamento para a prova:
- Nos pés: As velhinhas Nike Red Rocks 2, que me acompanharam o ano passado e já fizeram, seguramente,  mais do triplo dos quilómetros que (dizem) umas sapatilhas devem fazer. Espero que aguentem mais esta empreitada, mas como sei que elas não gostam de tempos muito quentes, de reserva estão as ainda mais velhinhas Adidas Kanadia Trail II (que já são uma versão equiparada de barefoot, tal é o desgaste da sola).
- Às costas: A mochila será uma Camp Trail Vest 10, que já aqui falei, e que tentei adaptá-la o melhor possível com alguns extras. Apesar desta mochila me ter dado uma pequena desilusão quando a experimentei pela primeira vez, dei-lhe uma segunda oportunidade, equipei-a com com um elástico da minha velhinha mochila da berg cycles e agora até somos bons amigos.
- No pulso: não levo nada, vou guiando o meu tempo pelas estrelas ou pelo sol.
- Juntamos uns calções, umas meias e umas camisolas e estamos prontos para a partida.

Bons trilhos, boas corridas.