quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

THE BEST OF RUNNING

Na edição de Dezembro de 2009 da Runner's World, (pelo menos na edição norte-americana) vem um artigo sobre os melhores corredores de sempre.

É claro que cada um puxa a brasa à sua sardinha, e os Americanos puxaram para a melhor performance de uma vitória de um corredor desconhecido e inesperado (não percebo nada de inglês, mas penso que esta a tradução anda muito perto...) como sendo o Billy Mills. Mas, até os americanos dão o braço a torcer e põem no "lugar de honra" a vitória de Carlos Lopes na Maratona Olímpica de 1984 duas semanas depois de ter sido atropelado. Recorde Olímpico da Maratona durante 24 anos.
De facto somos um país pequenino, mas temos gente muito grande...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Portugal já foi aqui...

Isto de viver numa ilha tem os seus contras. Quando é para comprar material de desporto, não tenho as mesmas opções de alguém que esteja no continente. Quer a nível de lojas e de variedades de produtos, quer a nível de… compras pela internet.
E isto é que é estranho…
Desde o não fazerem entregas nos Açores a inflacionarem o preço do transporte, já me deparei com tudo…
Por vezes parece que Portugal não chega aqui…

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Haruki Murakami

Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo


Hoje encontrei este livro por acaso numa estação dos ctt…
Uma autobiografia de um escritor que também é corredor de fundo.
Só pode ser bom…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

o segredo

Era uma vez...
uma corrida de sapinhos!
O objetivo era atingir o alto da torre.
Pela encosta da serra havia uma multidão a assistir; muita gente para vibrar e torcer por eles.
Começou a competição.
Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos conseguissem chegar à torre, o que mais se ouvia era:
"Que pena!... Não vão conseguir... é muito dificil!!!"
E os sapinhos começaram a desistir.
A multidão continuava: "Não vão conseguir! Que pena mas não vão conseguir!"
E os sapinhos iam desistindo, um por um...
Mas havia um persistia e continuava a sua subida daté ao topo, embora ofegante e já muito cansado, continuava a sua corrida.
Todos desistiram, menos ele.
A curiosidade apoderou-se da multidão, todos queriam saber...
Como é que ele tinha conseguido tal feito?
E quando o entrevistaram para saber como tinha conseguido chegar ao cimo da torre...
... descobriram que ele era surdo!

"AFASTE-SE DAS PESSOAS QUE TENTAM DEPRECIAR AS SUAS AMBIÇÕES. AS PESSOAS INSIGNIFICANTES FAZEM-NO SISTEMATICAMETE, ENQUANTO QUE AS VERDADEIRAMENTE GRANDES O FAZEM SENTIR-SE QUE TAMBÉM VOCÊ SE PODE TORNAR GRANDE." Mark Twain

domingo, 29 de novembro de 2009

hidratação

Chega a hora de alinhavar um novo plano de treinos para fazer face aos objectivos a que me proponho. Para isso estou a fazer um apanhado das coisas que aprendi e funcionam comigo. E acho que devo partilhar aqui isso, sem outo objectivo a não ser o de partilhar experiência.


AQUI FICAM ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O QUE EU FUI LENDO EM VÁRIOS SÍTIOS (REVISTAS, SÍTIOS DE INTERNET E LIVROS) E QUE FUNCIONAM COMIGO. NÃO TEM BIBLIOGRAFIA PORQUE A MAIORIA JÁ NÃO SEI DE ONDE VEIO.
A desidratação não é limitada aos dias quentes de verão. É claro que com o calor e a humidade é mais provável que se chegue a um estado de desidratação. Alguns especialistas afirmam que a maioria das pessoas anda num constante estado de desidratação, todo o ano, mesmo nos dias frios. Geralmente só bebemos água quando sentimos sede, mas um atleta não se pode regular pela sede, quando se sente sede já é tarde demais. Com a transpiração causada pelo exercício os atletas têm que ter mais atenção a esta situação; um atleta que chegue a ficar desidratado, ainda que ligeiramente, perde rendimento e além disso o corpo não consegue hidratar de imediato. A sede não é um bom sinal, devemos beber água ao longo do dia e aumentar o consumo quando fazemos desporto, devemos estar constantemente hidratados, só assim conseguimos uma boa corrida e uma boa recuperação. Os tais especialistas dizem que uma pessoa sedentária deve beber no mínimo 1,5 litros de água por dia e este consumo para pessoas activas deve subir para os 2 litros.
Podemos controlar o nível de hidratação pela cor da urina: quanto mais clara for, melhor hidratado se está.
Quando fazemos exercício devemos beber uns goles de água no máximo a cada 15 minutos (até uns 150ml). Se estivermos a correr com calor ou no ginásio, onde a desidratação é potenciada, devemos beber ainda mais amiúde. Se for uma corrida curta (menos de 1 hora) a água deve ser suficiente, mas se corrermos por mais tempo então devemos alternar a água com uma bebida desportiva (Isostar ou powerade, são as que eu uso mais vezes) para não diminuir os sais minerais (sódio principalmente) no organismo. Depois da corrida devemos continuar a beber aos poucos (não duas garrafas de água de pancada…), podendo beber outras bebidas (a mim sabe-me bem uma coca-cola fresquinha) mas sempre acompanhadas com mais água. Sabe-me bem ir comendo umas passas de uvas, uns figos secos ou mesmo uns amendoins (salgados para ajudar a repor o sódio), uma banana (ajuda repor os níveis de Potássio) e há quem coma laranjas (eu não consigo comer laranjas depois do esforço, dão-me a volta ao estômago).
Beba água, mantenha-se hidratado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

rumo a 2010

E eis que estamos de novo naquela época do ano: o Natal. Ainda falta um mês para o dia de Natal, mas as conversas que se ouvem de socapa na rua já versam sobre o assunto. Os presentes, as decorações, os preços… A verdade é que me parece que a época de Natal chega cada vez mais cedo, e cada vez mais o Natal está ligado ao consumismo.
Logo depois apresenta-se um novo ano, e como a época de Natal é tão grande e comprida o ano novo chega sem estarmos preparados, i.e., não deixa espaço para reflectir bem acerca do ano que acaba para preparar melhor as metas para o ano que começa.
E o sucesso começa na boa preparação.
Eu estou a fazer este “balanço”. Pensar a fundo sobre as principais coisas que me aconteceram. Reflectir e tentar perceber o que se passou de menos bom: as causas; o que poderia ter feito e não fiz, o que fiz e não devia ter feito; o que posso melhorar; o que não devo repetir (e ás vezes repito, chama-se a isto burrice!). Olhar também (e sobretudo) para o que se passou de bom, como posso potenciar essas coisas para que melhore mais ainda. E depois de isto tudo esmiuçado traçar as linhas mestras para o novo ano, sem muitos planos pormenorizados, só o rumo geral.

intenções

Li, há já algum tempo, uma crónica sobre uma ultra-maratona. Para o ano queria fazer uma ultra, e agora estou a apontar baterias para esta prova. Ainda é demasiado cedo para fazer mais planos, mas a intenção é esta... Aproveito e passo umas férias com os meus irmãos e amigos que trabalham para aqueles lados.
E leiam a crónica que é extraordinária. É que no fim da leitura fica a sensação de termos estado lá…

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ainda a 6ª Maratona do Porto (até ao fim)

Com o Paiva e o Meixedo mais à frente o Pena e o Almeida mais atrás, reparei que a distância não se tinha alterado muito, quer dizer que todos estavam dentro dos planos feitos. Continuo a minha corrida, novamente em direcção à ponte D. Luís e depois até ao Freixo, em bom ritmo e cheio de forças. E foi assim até ao km 30…
Avisto a placa com o número 30. Aponto para ela e digo: És tu!! E foi a partir deste quilómetro, como tinha previsto, que o ritmo começou cair. O cansaço começou a fazer-se sentir, as pernas começaram a ficar mais pesadas, a falta de treinos longos começaram-se a notar.
E aqui começa o “aguenta-te sempre!”: quando o cansaço é muito, quando as dores aparecem, quando todo o corpo nos pede para parar, começa a verdadeira corrida. Aguenta-te! E vai-se buscar as energias que já se não tem. O espírito eleva-se e podemos tocar o céu. É o Nirvana. A dor é passageira. O sofrimento é a droga que me faz continuar. Não me mata: torna-me mais forte. Cerro os dentes e “pra frente é que é o caminho!”.
E continuo a correr, fazendo sempre mais que os 5m/km, sem força nas pernas, mas com uma enorme força de moral: afinal de contas já tinha enfrentado muitos mais quilómetros.
Em direcção ao retorno do edifício transparente vejo o Paiva que já vem em sentido contrario, olho para o relógio, “força Miguel.”, e penso que ainda vai fazer abaixo das 3h30m. Retorno, vejo o Pena e depois o Almeida. Avenida da Boavista acima, em ligeira subida, e apesar das pernas não corresponderem muito bem ainda faço um último forcing. Meta à vista. A Isabel tira-me umas fotos (Era para lhe dizer que o António já ai vinha, mas não deu, só deu para isto

tão bem que eu fiquei… sou mesmo fotogénico…)
Meta, tempo do meu relógio: 3h33m11s
Vejo o Meixedo, conseguiu baixar as 3h25m, brilhante; pergunto pelo Paiva, um pouco acima das 3h30m, fica para o ano, sem lesões.
Uma aguinha e fico perto da meta para cumprimentar os companheiros que se avizinham: o Pena, brilhante também. Depois o Almeida, procura a Vitória, mas a foto finish desta vez só tem a vitória do objectivo plenamente alcançado.
Os meus objectivo também foram alcançados, apesar de querer fazer um tempo melhor, sei que perante o treino que pude fazer foi um tempo muito bom. Baixar as 3h30m e quem sabe chegar às 3h20m fica para as próximas Maratonas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

6ª Maratona do Porto (até à meia)

Tomo o pequeno-almoço às 7h. Depois faço a última verificação do equipamento. Tudo pronto, chamo um táxi: Pavilhão Rosa Mota, Partida da Maratona.
Ainda meio deserta dirijo-me ao cafezinho. Sento-me numa paragem de autocarro e saboreio o café. Quente sem açúcar.
Vou vendo os atletas que passam, nervoso miudinho no ar, e eis que descubro os primeiros conhecidos. Deito o copo no lixo e vou cumprimentá-los. Havia tantas coisas para falar mas o tempo não era muito.

E lá partimos com cada um a impor o seu ritmo. Nos primeiros quilómetros ainda segui de perto o Almeida e o Pena, mas depois os ritmos desencontraram-se. Eu quis aproveitar a pequena descida para ganhar algum tempo que iria perder depois. Aquela gestão do esforço não ia ser aplicada, porque eu sabia que o meu problema ia estar depois das 2h30m/30Km. E lá fui no meu ritmo ficando o Almeida um pouco para trás e o Pena um pouco à frente (qual foi o meu espanto que na viragem do edifício transparente vejo que o Rui Pena vem atrás de mim... até fiquei confundido... mas já sei o que se passou...)
E corri por ali fora, desfrutando ao máximo da corrida. O tendão de Aquiles portavasse bem, eu estava bem, não havia vento. Era uma alegria.

Ia eu, ainda em direcção à Ponte D. Luís e já via os primeiros lá do outro lado do rio. Estes já tinham feito o retorno da Afurada, se eu ia a correr aqueles ali iam a quê?

Nos abastecimentos pegava numa garrafa de água e levava comigo para ir bebendo. Só a largava uns 3 km à frente. Porquê? Porque os abastecimentos de 5 em 5 km são óptimos para quem os corre em 15 minutos, para mim que os demoro mais a correr é muito tempo sem hidratar e quando chego ao próximo abastecimento já posso levar sede, a sede é um mau sinal quer dizer que já vou desidratado, além disso caio na tentação de beber “mais que a conta”. Também tomei uns géis: aos 10 km, aos 20 km, aos 25 km e aos 35 km. Comi uma barra de frutas aos 30 km.

A entrada da Ponte D. Luís é o melhor local para ver a prova, afinal de contas passamos ali três vezes. Também é o melhor local que se passa na prova, há mais apoio (tomara que fosse assim o percurso todo). Os espanhóis são, de longe, os melhores apoiantes: Puxam por nós, dizendo o nosso nome (dorsais personalizados) com palavras de incentivos. É outra cultura desportiva que ainda não temos por cá, apesar de terem o Real de Madrid e o Barcelona e de serem campeões Europeus, não vivem só de futebol. Na TV falou-se mais do Paulo Bento do que da Maratona do Porto onde houve atletas portugueses que conseguiram mínimos para os campeonatos da Europa do próximo ano... enfim...

Em direcção à Afurada, incentivo os atletas que já vêm do retorno: A Fernanda Ribeiro, o Luís Mota, o António Pinto e mais alguns que vão passando, incentivo os espectadores, achei que estavam mais cansados do que eu. Vejo canonistas e remadores, pescadores e outras pessoas que estão a ver o que se passa mas que não sabem muito bem o que é.

Meia-maratona abaixo das 1h44m

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

6ª Maratona do Porto (dias antes)

A coisa esteve para não acontecer. Com a certeza de não ir a ter mais força que a incerteza de ir, os treinos longos não aconteceram como deveriam ter acontecido. Fiz alguns com o máximo de duas horas, muito pouco longos... Mas independente disso estava contente por estar rumo à maratona do Porto.

Foi no Porto, em 2007, que me estreei na mítica distância.

Cheguei ao Porto na sexta-feira, depois de duas viagens de avião que me deixaram de rastos e com dores nas pernas devido às horas parado e sentado sem sair do lugar. Depois de ter feito o chec-in no hotel sai para dar uma caminhada para esticar as pernas. Pensei 45' a 50'. Como não conheço o Porto meti-me numa estrada (circunvalação) como intuito de fazer 20' a 25' para um lado e voltar. Acontece que na hora de voltar avistei ao longe um M e alterei os meus planos dessa noite. Fiquei no Norte Shoping e comi um BigMac... (aqui na terceira não há MacDonald's, nem sei como aguento...)

O sábado foi passado no Porto a passear (andar em vez de descansar). Na feira da maratona levantei o dorsal e comprei o “Correr por prazer”. Esperava ter visto gente conhecida, mas não tive essa sorte. Continuei o meu passeio até ficar noite. Depois fui para o hotel. Onde jantei mais umas massas, que aquela pasta party foi muito fraquinha...

sábado, 7 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

que nome para o blogue?

Ainda não sei muito bem que nome dar a este blogue. Maratona é o nome que eu tenho no sapo, este será uma extensão, um depois da maratona, uma evolução da maratona (espero). Por isso acho que tem toda a lógica de ter um nome diferente.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

viver

Vive o instante que passa. Vive-o intensamente até à última gota de sangue. É um instante banal, nada há nele que o distinga de mil outros instantes vividos. E no entanto ele é o único por ser irrepetível e isso o distingue de qualquer outro. Porque nunca mais ele será o mesmo nem tu que o estás vivendo. Absorve-o todo em ti, impregna-te dele e que ele não seja pois em vão no dar-se-te todo a ti. Olha o sol difícil entre as nuvens, respira à profundidade de ti, ouve o vento. Escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica. E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és. Assim o dom estúpido e miraculoso da vida não será a estupidez maior de o não teres cumprido integralmente, de o teres desperdiçado numa vida que terá fim.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV'

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

maratona do Porto


Já estou inscrito na Maratona do Porto. Depois de tantas voltas, sempre há disponibilidade para ir.
A preparação não foi a melhor, e agora é tarde para corrigir. A ver vamos o que vai acontecer.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

corredor nocturno

E porque sou um corredor nocturno, comprei na Sport Zone este equipamento e pelos vistos, na foto com flash, é bastante reflector e torna-me visível na estrada.
Pelo preço que foi só posso dizer que é muito bom.
Eu não aprecio muito correr na estrada, sou mais do tipo de trilhos. O problema é que no Inverno a noite aparece mais cedo e os trilhos não tem iluminação. Os sítios iluminados onde se pode correr são poucos e são curtos, e correr 1h num sitio reduzido... fazer piscinas... por isso sou quase obrigado a ir para junto dos carros.
Na foto tenho ainda uma braçadeira geonaute, e duas tiras reflectoras nas sapatilha -feitas por mim, por isso únicas e exclusivas.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

desânimo

Nestes dias a corrida esteve para mim como os deveres de casa para o Felipe.