quarta-feira, 11 de abril de 2012

100K DE S. MAMEDE

Começo a preparar-me, especificamente, para os 100 kms da Serra de S. Mamede (UTSM), para já é a parte psicológica e de logística que mais atenção dou, no que toca às corridas de preparação estou a continuar com o plano de treino que usei para os trilhos de Almourol e só adicionar mais umas corridas em montanha, que a tenho mesmo à porta de casa.
Não consigo fazer nenhuma antevisão objectiva do tempo que vou demorar a correr a montanha, mas vou apontar para um tempo superior a 15h, sendo que tenho até 24h para terminar a prova.
De qualquer maneira o que agora tenho para planear é a hidratação e alimentação na corrida, conseguir articular muito bem com os pontos de apoio que a organização disponibiliza. Esta é uma parte importante que não posso descuidar e é por aqui que reside metade do êxito ou do fracasso.
Entretanto hoje não fui correr, estava previsto a corrida, mas optei por fazer pausa. A corrida continua a ser uma paixão e não uma obrigatoriedade, por isso, e até para marcar (de mim para mim) posição quanto a isso, hoje o dia foi de folga...
Amanhã voltarei às corridas com todo o entusiasmo.
Boas corridas.

sábado, 7 de abril de 2012

03 TRILHOS DO ALMOUROL

"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê." Platão
A táctica para atacar estes trilhos era a seguinte: Nunca forçar o andamento e nas subidas com mais inclinação "pôr a passo". Havia também a intenção de ir sempre acompanhado para não me perder.
Apesar de a prova estar marcada de forma irrepreensível, sei que me perco facilmente por causa do deslumbre. Se consigo perder-me a correr por trilhos que conheço bem e que passo por eles em vários treinos (isto não é para todos) com mais facilidade me perco em trilhos desconhecidos. A verdade é que me distraio com a paisagem, com um amontoado de pedras onde visualiso obras de arte majestosas, com um coelho que passa ao fundo (e com coelhos tenho uma história muito engraçada e curiosa para contar), com o barulho de um ribeiro a correr e um esquilo que pára para me ver passar (aplaudir-me, imagino eu), enfim, a minha atenção dispersa-se e deixo de estar concentrado no caminho para onde vou.
E foi sempre isto que procurei fazer: seguir os companheiros e acima de tudo, nunca forçar o andamento. Os primeiros 40 minutos foram muito lentos, trilhos que não davam para ultrapassagens, muitos atletas no trilho e era inevitável andar mesmo em sítios que normalmente não seria necessário, mas com maior ou menor lentidão lá chegamos à barragem de Castelo de Bode para o primeiro abastecimento e a grande surpresa: a minha equipa de apoio estava lá à minha espera e no segundo abastecimento e no Castelo de Almourol e no abastecimento de Tancos. Este apoio é melhor que todas as barras energéticas que poderia ingerir.
Foto de Lina Branco Batista
A corrida lá se fez, passamos a ponte militar sobre o Nabão, dei um trailho, fui ao Castelo, corri, andei, senti-me livre, feliz e cheguei ao fim com pena da corrida ter acabado, mas com enorme alegria.
Pouco depois do último abastecimento forcei o andamento, estava com energia suficiente e "vamos testar a minha forma". O muro, nesta maratona trail nunca apareceu, o que me faz pensar que os treinos têm sido bons.
Ainda tive tempo de andar uns metros perdidos (estava sozinho...) e depois entrar no pavilhão e ficar desconfiado: "Já nos balneários? Será que eu passei a meta e nem sequer notei?" Mas não, a meta estava mesmo dentro do pavilhão. Passo o pórtico, 5h07m oferecem-me uma lembrança de finisher e procuro as minhas Tágides para oferecer as flores que tive tempo de apanhar nos últimos quilómetros. Fantástico.
Agora vou começar a correr para os 100Km da Serra de S. Mamede. Sei o que vou ter de fazer, haja pernas para isso.
Até lá, bons trilhos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

02 TRILHOS DO ALMOUROL

No domingo passado estive presente na partida dos Trilhos do Almourol. Era a corrida que eu tencionava fazer desde a primeira edição e que, por vários motivos, ficou sempre adiada e nunca pude estar presente. Foi nesta 3ª edição que tive o prazer de ouvir o "tiro" de partida.
Foto de João Catalão
Parti com a confiança de estar preparado para chegar ao fim, mas sabe-se que nunca é certo. Procurei sempre apreciar a corrida e consegui plenamente: Adorei. Parti da Aldeia do Mato para dar o meu melhor nesta que foi a minha primeira prova em trilhos, apesar de ter corrido, desde sempre, por trilhos montanhosos e "caminhos de cabras", que eu me recorde, nunca fiz uma prova deste género. Fui um estreante, não tenho falta de experiência em correr neste tipo de terreno, mas tenho, nitidamente, falta de experiência em participar nestas corridas organizadas, de qualquer maneira tenho uma boa recordação para contar.
O objectivo deste corrida ia ser, claro, chegar ao fim em boas condições para começar logo a pensar na próxima (que já está pensada: UT da Serra de S. Mamede). Mas por agora estou ainda a saborear o Almourol, volto para contar como foi a corrida, para já quero dar os parabéns à organização e deixar aqui o meu bem-haja por me terem proporcionado 5 horas fantásticas.
Boas corridas.