domingo, 29 de novembro de 2009

hidratação

Chega a hora de alinhavar um novo plano de treinos para fazer face aos objectivos a que me proponho. Para isso estou a fazer um apanhado das coisas que aprendi e funcionam comigo. E acho que devo partilhar aqui isso, sem outo objectivo a não ser o de partilhar experiência.


AQUI FICAM ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O QUE EU FUI LENDO EM VÁRIOS SÍTIOS (REVISTAS, SÍTIOS DE INTERNET E LIVROS) E QUE FUNCIONAM COMIGO. NÃO TEM BIBLIOGRAFIA PORQUE A MAIORIA JÁ NÃO SEI DE ONDE VEIO.
A desidratação não é limitada aos dias quentes de verão. É claro que com o calor e a humidade é mais provável que se chegue a um estado de desidratação. Alguns especialistas afirmam que a maioria das pessoas anda num constante estado de desidratação, todo o ano, mesmo nos dias frios. Geralmente só bebemos água quando sentimos sede, mas um atleta não se pode regular pela sede, quando se sente sede já é tarde demais. Com a transpiração causada pelo exercício os atletas têm que ter mais atenção a esta situação; um atleta que chegue a ficar desidratado, ainda que ligeiramente, perde rendimento e além disso o corpo não consegue hidratar de imediato. A sede não é um bom sinal, devemos beber água ao longo do dia e aumentar o consumo quando fazemos desporto, devemos estar constantemente hidratados, só assim conseguimos uma boa corrida e uma boa recuperação. Os tais especialistas dizem que uma pessoa sedentária deve beber no mínimo 1,5 litros de água por dia e este consumo para pessoas activas deve subir para os 2 litros.
Podemos controlar o nível de hidratação pela cor da urina: quanto mais clara for, melhor hidratado se está.
Quando fazemos exercício devemos beber uns goles de água no máximo a cada 15 minutos (até uns 150ml). Se estivermos a correr com calor ou no ginásio, onde a desidratação é potenciada, devemos beber ainda mais amiúde. Se for uma corrida curta (menos de 1 hora) a água deve ser suficiente, mas se corrermos por mais tempo então devemos alternar a água com uma bebida desportiva (Isostar ou powerade, são as que eu uso mais vezes) para não diminuir os sais minerais (sódio principalmente) no organismo. Depois da corrida devemos continuar a beber aos poucos (não duas garrafas de água de pancada…), podendo beber outras bebidas (a mim sabe-me bem uma coca-cola fresquinha) mas sempre acompanhadas com mais água. Sabe-me bem ir comendo umas passas de uvas, uns figos secos ou mesmo uns amendoins (salgados para ajudar a repor o sódio), uma banana (ajuda repor os níveis de Potássio) e há quem coma laranjas (eu não consigo comer laranjas depois do esforço, dão-me a volta ao estômago).
Beba água, mantenha-se hidratado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

rumo a 2010

E eis que estamos de novo naquela época do ano: o Natal. Ainda falta um mês para o dia de Natal, mas as conversas que se ouvem de socapa na rua já versam sobre o assunto. Os presentes, as decorações, os preços… A verdade é que me parece que a época de Natal chega cada vez mais cedo, e cada vez mais o Natal está ligado ao consumismo.
Logo depois apresenta-se um novo ano, e como a época de Natal é tão grande e comprida o ano novo chega sem estarmos preparados, i.e., não deixa espaço para reflectir bem acerca do ano que acaba para preparar melhor as metas para o ano que começa.
E o sucesso começa na boa preparação.
Eu estou a fazer este “balanço”. Pensar a fundo sobre as principais coisas que me aconteceram. Reflectir e tentar perceber o que se passou de menos bom: as causas; o que poderia ter feito e não fiz, o que fiz e não devia ter feito; o que posso melhorar; o que não devo repetir (e ás vezes repito, chama-se a isto burrice!). Olhar também (e sobretudo) para o que se passou de bom, como posso potenciar essas coisas para que melhore mais ainda. E depois de isto tudo esmiuçado traçar as linhas mestras para o novo ano, sem muitos planos pormenorizados, só o rumo geral.

intenções

Li, há já algum tempo, uma crónica sobre uma ultra-maratona. Para o ano queria fazer uma ultra, e agora estou a apontar baterias para esta prova. Ainda é demasiado cedo para fazer mais planos, mas a intenção é esta... Aproveito e passo umas férias com os meus irmãos e amigos que trabalham para aqueles lados.
E leiam a crónica que é extraordinária. É que no fim da leitura fica a sensação de termos estado lá…

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ainda a 6ª Maratona do Porto (até ao fim)

Com o Paiva e o Meixedo mais à frente o Pena e o Almeida mais atrás, reparei que a distância não se tinha alterado muito, quer dizer que todos estavam dentro dos planos feitos. Continuo a minha corrida, novamente em direcção à ponte D. Luís e depois até ao Freixo, em bom ritmo e cheio de forças. E foi assim até ao km 30…
Avisto a placa com o número 30. Aponto para ela e digo: És tu!! E foi a partir deste quilómetro, como tinha previsto, que o ritmo começou cair. O cansaço começou a fazer-se sentir, as pernas começaram a ficar mais pesadas, a falta de treinos longos começaram-se a notar.
E aqui começa o “aguenta-te sempre!”: quando o cansaço é muito, quando as dores aparecem, quando todo o corpo nos pede para parar, começa a verdadeira corrida. Aguenta-te! E vai-se buscar as energias que já se não tem. O espírito eleva-se e podemos tocar o céu. É o Nirvana. A dor é passageira. O sofrimento é a droga que me faz continuar. Não me mata: torna-me mais forte. Cerro os dentes e “pra frente é que é o caminho!”.
E continuo a correr, fazendo sempre mais que os 5m/km, sem força nas pernas, mas com uma enorme força de moral: afinal de contas já tinha enfrentado muitos mais quilómetros.
Em direcção ao retorno do edifício transparente vejo o Paiva que já vem em sentido contrario, olho para o relógio, “força Miguel.”, e penso que ainda vai fazer abaixo das 3h30m. Retorno, vejo o Pena e depois o Almeida. Avenida da Boavista acima, em ligeira subida, e apesar das pernas não corresponderem muito bem ainda faço um último forcing. Meta à vista. A Isabel tira-me umas fotos (Era para lhe dizer que o António já ai vinha, mas não deu, só deu para isto

tão bem que eu fiquei… sou mesmo fotogénico…)
Meta, tempo do meu relógio: 3h33m11s
Vejo o Meixedo, conseguiu baixar as 3h25m, brilhante; pergunto pelo Paiva, um pouco acima das 3h30m, fica para o ano, sem lesões.
Uma aguinha e fico perto da meta para cumprimentar os companheiros que se avizinham: o Pena, brilhante também. Depois o Almeida, procura a Vitória, mas a foto finish desta vez só tem a vitória do objectivo plenamente alcançado.
Os meus objectivo também foram alcançados, apesar de querer fazer um tempo melhor, sei que perante o treino que pude fazer foi um tempo muito bom. Baixar as 3h30m e quem sabe chegar às 3h20m fica para as próximas Maratonas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

6ª Maratona do Porto (até à meia)

Tomo o pequeno-almoço às 7h. Depois faço a última verificação do equipamento. Tudo pronto, chamo um táxi: Pavilhão Rosa Mota, Partida da Maratona.
Ainda meio deserta dirijo-me ao cafezinho. Sento-me numa paragem de autocarro e saboreio o café. Quente sem açúcar.
Vou vendo os atletas que passam, nervoso miudinho no ar, e eis que descubro os primeiros conhecidos. Deito o copo no lixo e vou cumprimentá-los. Havia tantas coisas para falar mas o tempo não era muito.

E lá partimos com cada um a impor o seu ritmo. Nos primeiros quilómetros ainda segui de perto o Almeida e o Pena, mas depois os ritmos desencontraram-se. Eu quis aproveitar a pequena descida para ganhar algum tempo que iria perder depois. Aquela gestão do esforço não ia ser aplicada, porque eu sabia que o meu problema ia estar depois das 2h30m/30Km. E lá fui no meu ritmo ficando o Almeida um pouco para trás e o Pena um pouco à frente (qual foi o meu espanto que na viragem do edifício transparente vejo que o Rui Pena vem atrás de mim... até fiquei confundido... mas já sei o que se passou...)
E corri por ali fora, desfrutando ao máximo da corrida. O tendão de Aquiles portavasse bem, eu estava bem, não havia vento. Era uma alegria.

Ia eu, ainda em direcção à Ponte D. Luís e já via os primeiros lá do outro lado do rio. Estes já tinham feito o retorno da Afurada, se eu ia a correr aqueles ali iam a quê?

Nos abastecimentos pegava numa garrafa de água e levava comigo para ir bebendo. Só a largava uns 3 km à frente. Porquê? Porque os abastecimentos de 5 em 5 km são óptimos para quem os corre em 15 minutos, para mim que os demoro mais a correr é muito tempo sem hidratar e quando chego ao próximo abastecimento já posso levar sede, a sede é um mau sinal quer dizer que já vou desidratado, além disso caio na tentação de beber “mais que a conta”. Também tomei uns géis: aos 10 km, aos 20 km, aos 25 km e aos 35 km. Comi uma barra de frutas aos 30 km.

A entrada da Ponte D. Luís é o melhor local para ver a prova, afinal de contas passamos ali três vezes. Também é o melhor local que se passa na prova, há mais apoio (tomara que fosse assim o percurso todo). Os espanhóis são, de longe, os melhores apoiantes: Puxam por nós, dizendo o nosso nome (dorsais personalizados) com palavras de incentivos. É outra cultura desportiva que ainda não temos por cá, apesar de terem o Real de Madrid e o Barcelona e de serem campeões Europeus, não vivem só de futebol. Na TV falou-se mais do Paulo Bento do que da Maratona do Porto onde houve atletas portugueses que conseguiram mínimos para os campeonatos da Europa do próximo ano... enfim...

Em direcção à Afurada, incentivo os atletas que já vêm do retorno: A Fernanda Ribeiro, o Luís Mota, o António Pinto e mais alguns que vão passando, incentivo os espectadores, achei que estavam mais cansados do que eu. Vejo canonistas e remadores, pescadores e outras pessoas que estão a ver o que se passa mas que não sabem muito bem o que é.

Meia-maratona abaixo das 1h44m

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

6ª Maratona do Porto (dias antes)

A coisa esteve para não acontecer. Com a certeza de não ir a ter mais força que a incerteza de ir, os treinos longos não aconteceram como deveriam ter acontecido. Fiz alguns com o máximo de duas horas, muito pouco longos... Mas independente disso estava contente por estar rumo à maratona do Porto.

Foi no Porto, em 2007, que me estreei na mítica distância.

Cheguei ao Porto na sexta-feira, depois de duas viagens de avião que me deixaram de rastos e com dores nas pernas devido às horas parado e sentado sem sair do lugar. Depois de ter feito o chec-in no hotel sai para dar uma caminhada para esticar as pernas. Pensei 45' a 50'. Como não conheço o Porto meti-me numa estrada (circunvalação) como intuito de fazer 20' a 25' para um lado e voltar. Acontece que na hora de voltar avistei ao longe um M e alterei os meus planos dessa noite. Fiquei no Norte Shoping e comi um BigMac... (aqui na terceira não há MacDonald's, nem sei como aguento...)

O sábado foi passado no Porto a passear (andar em vez de descansar). Na feira da maratona levantei o dorsal e comprei o “Correr por prazer”. Esperava ter visto gente conhecida, mas não tive essa sorte. Continuei o meu passeio até ficar noite. Depois fui para o hotel. Onde jantei mais umas massas, que aquela pasta party foi muito fraquinha...

sábado, 7 de novembro de 2009