quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Gadgets de corrida - o GPS

Ontem fiz um treino de séries, no estádio João Paulo II, aqui na ilha Terceira, numa pista aferida de 400 m.
Por pura curiosidade, visto que tem dado muito que falar, usei o relógio com GPS para cronometrar as séries, ou (como se diz no Brasil) os tiros.
Fiz séries de 1.000 metros. O lógico era, no final de cada série, o GPS indicar 1 km. Mas não, nunca indicou isso, variou entre os 0,97 e 0,98 Km, na pista 1.
Numa série, para alimentar bem a minha curiosidade e o meu lado de cientista, corri na pista 2, que por volta tem uns metros a mais que a pista 1 e no fim das 2 voltas e meia deve dar os 20 a 30 metros que o GPS me estava a roubar na pista 1. E, a sentença do GPS: 0,96 Km. Ainda me roubou mais metros que na pista 1, apesar de garantidamente ter corrido mais que 1 km.
Os GPS não são infalíveis. Isso já eu sabia e tinha notado. Desde logo, nas instruções do fabricante, vinha a advertência. No terreno já tinha notado que nas curvas (como as da pista de atletismo de 400 m), nos retornos, nas corridas urbanas junto a edifícios, nas matas com bastante arvoredo e nas subidas/descidas com bastante inclinação que o GPS não é fiável.
Alguns aparelhos podem ser melhores que outros e o meu pode ser o pior deles todos.
Como companheiro de treino acho-o fantástico. Um aliado para retirar o melhor das corridas e para me motivar. Às vezes corro sem ele, mas sinto-lhe a falta.
Boas corridas com ou sem GPS.