terça-feira, 9 de novembro de 2010

7ª Maratona do Porto

O dia começou cedo. Pequeno-almoço, passava um pouco das 7h, normal mas reforçado; umas sandes mista, café com leite, bolos de chocolate, uma banana.
Ao contrário das outras maratonas que fiz, não estava nada nervoso nem preocupado com o tempo final se ia ou não conseguir chegar aos objectivos, mais: se ia ou não conseguir acabar a prova. Estava assim principalmente por ter parado quase totalmente os treinos nas duas últimas semanas, por razões pessoais. Continuava a alimentar o sonho de baixar as 3h30 mas estava consciente se falhasse, por muito ou por pouco, mais oportunidades viriam. Assim, com este espírito, equipei-me (equipamento e rituais preparados de véspera) e pelas 8h estava em direcção à zona de partida da maratona. Um café, umas voltas por ali para ver e cumprimentar alguns conhecidos e um aquecimento rápido (mais mental que físico).
Na partida, próximo do Rui, do Filipe e do Vitor  esperei o tiro de partida e lá me fiz à estrada. Não consegui seguir no ritmo de ninguém até porque no emaranhado de gente que tinha partido à minha frente havia corredores bem mais lentos que eu e depois porque o principal objectivo era tentar manter o meu ritmo e eles iam para tempos melhores. O primeiro quilómetro foi o mais lento de toda a prova, 5'27'', muito lento para as minhas ambições.
Mas a corrida lá continuou, sem muitos motivos de interesse, nos retornos ia vendo o pessoal conhecido que ia à minha frente e depois o que ia atrás, trocávamos palavras de incentivo e seguíamos em direcção à meta. Levei o mp3 onde ia ouvindo umas músicas, observava a linda paisagem que tem esta maratona e sigo, quase sempre sozinho, no meu ritmo. Por duas vezes distraí-me um pouco e fiz os quilómetros a um ritmo superior a 5 minutos, mas nada que fosse irrecuperável. Estava tudo controladissimo (que não sei muito bem o que isto quer dizer numa maratona).
O meu plano de abastecimentos era muito simples: água, mais água, alguns goles (um copo) de bebida desportiva, figos secos e gel energético tomados alternadamente de meia em meia hora. Na passagem pelo abastecimento dos 20Km comi uma metade de banana porque estava com bom aspecto.
Por volta dos 30 quilómetros comecei a passar por muito atletas, alguns conhecidos, mas eu não queria abrandar a ritmo, sabia que era este o ritmo certo que me levaria aos 35 sem problemas, até aí ia aguentar, depois logo se via o que acontecia. E o inesperado aconteceu-me ao quilómetro 36: fiquei sem mp3, foi-se a bateria, paciência!
Continuei com o mesmo ritmo, agora as coisas já saiam com mais dificuldade, numa luta contra o relógio e pior que isso: contra o vento. Por volta dos 39 quilómetros senti que as 3h30 já não me fugiam, uns incentivos ao Pena e depois a uma banda de música que estava por ali, mais cansada que eu.
Subi a Avenida da Boavista com o meu melhor sorriso, ia conseguir chegar ao encontro marcado a horas.
Cheguei à meta; parei o cronometro: 3h25m24s que demorei a percorrer os 42,195 Km habituais na Maratona do Porto.
As dores habituais pós maratona não foram sentidas com a mesma intensidade com que fui presenteado das outras vezes. Apesar de ter conseguido alcançar os meus objectivos fiquei triste por não poder partilhar este sabor sub 3h30m com o Almeida, com o Paiva e com o Pena.
Pode ser que seja já no próximo dia 5 em Lisboa...
Até lá: boas corridas.